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Muscovita-biotita-quartzo xisto milonítico
Sob ppl distingue-se uma rocha com uma foliação conspícua dada por feixes de biotita e muscovita intercalados com grãos alongados de quartzo com caudas de pressão e compondo porfiroclastos deformados (fotos 1 e 2). Junto aos porfiroclastos deformados e alongados de quartzo e na mesma direção se desenvolvem também outros grãos alongados e tabulares (ribbons de quartzo). Segundo Hibbard (1995, p. 214) essas feições do quartzo indicam deformação em alta pressão e alta temperatura. Alguns grãos mostram extinção ondulante, mas não processos que indiquem recuperação de defeitos intracristalinos. Estão orientados em GSPO e totalmente recuperados dos defeitos internos. Alguns grãos exibem formas de mineral fish e de porfiroclastos tipo ? (foto 3). Essas feições indicam que esta rocha originou de um processo de cisalhamento ductil tendo prevalecido, no final, uma textura metamórfica devida à recristalização. A paragênese não inclui minerais metamórficos de alta temperatura devido aos processos de retrometamorfismo que acompanham os processos de cisalhamento. Localmente observa-se crenulação. Diminutos grãos de turmalina, zircão e rutilo ocorrem entre as micas. A turmalina ocorre com o eixo c cristalográfico paralelo ao eixo Y do elipsóide de deformação. Porém esses minerais são muito raros, ocorrendo apenas em quantidades traços. Alguns vazios tipo moldes compõem uma porosidade secundária de cerca de 2%. A rocha, de uma maneira simplesmente descritiva, é um muscovita-biotita-quartzo xisto, mas geneticamente é um milonito.
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