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A rocha é inequigranular, ocorre foliada onde a foliação é do tipo milonítica, possui granulação fina a média, apresenta as texturas inequigranular, porfiroclástica, milonítica, hipidiomórfica, poiquilítica, lepidoblástica tipo descontínua, granoblástica poligonal, mirmequítica e cataclástica onde esta última é evidente principalmente no comportamento dos feldspatos, sendo constituída por porfiroclastos com granulação média de plagioclásio, ortoclásio do tipo pertítico e microclínio, envolvidos por uma matriz de granulação fina a média composta por plagioclásio, feldspatos alcalinos, quartzo, biotita, epidoto, apatita, zircão e minerais opacos. A mineralogia secundária é proveniente dos processos de sericitização, oxidação, muscovitização, epidotização, cloritização e silicificação. Os feldspatos foram deformados predominantemente mediante processos rúpteis, porém por vezes observa-se deformação intracristalina associada à cataclástica na forma de dobramento aberto em plagioclásio evidente devido à deformação da geminação polissintética e na forma de microclinização do ortoclásio. O quartzo em geral ocorre recristalizado mediante mecanismos do tipo bulging. A biotita ocorre preferencialmente orientada definindo a textura lepidoblástica do tipo descontínua, por vezes verificam-se cristais deformados mediante dobramento. Considerando as características petrográficas observadas podemos posicionar a rocha no campo dos milonitos de baixo grau com um forte componente cataclástico, remetendo para condições de temperatura de deformação ativas de 250°C a 500°C (segundo pesquisas de Trouw et. al. 2010).
3. Classificação:
Classe: Milonítica de Baixo Grau
Classificação: Biotita sienogranito milonítico porfiroclástico de baixo grau
4. Critérios cinemáticos:
Predomínio de indicadores dextrais marcados por mica-fishes de biotita e foliação S/C.
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