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Em lâmina, a rocha é caracterizada por uma xistosidade bem evidenciada pelos minerais micáceos muscovita e biotita, além de cristais bem estirados de quartzo. Composicionalmente, a rocha possui biotita (35%) hipidioblástica como máfico principal com coloração avermelhada e dimensão média de 0.5 milímetros, freqüentemente a biotita exibe íntimos contatos com os cristais de muscovita (8%), também hipidioblástico, além de cristais de opacos (2%) ocorrendo sob a forma de grânulos e às vezes levemente estirados. A granada (5%) ocorre sob a forma de cristais granoblásticos com tamanho médio de 0.8 milímetros, a julgar pelos critérios texturais ( desvio da foliação principal) e ausência de inclusão, pode-se afirmar que todos os cristais de granada encontrados são de caráter pré-tectônico, ainda sobre a granada, em muitas delas é possível identificar um padrão de fraturamento plano-paralelo. A mineralogia félsica é composta essencialmente por cristais de quartzo (30%) estirados ( com até 1.5 mm de comprimento) geralmente xenoblásticos e com extinção ondulante , e às vezes ocorrendo sob a forma de cristais na sombra de pressão gerada pelas granadas, nesse modo de ocorrência, os cristais possuem uma tendência granoblástica com dimensão inferior quando comparada aos demais cristais de quartzo, o plagioclásio (20%) ocorre sob a forma de cristais pequenos (< 0,5 mm) e estão comumente com um aspecto "sujo" denotado nos planos de geminação polissintética. A presença de cristais de granada e cristais de muscovita indicam que a rocha atingiu um metamorfismo pelo menos até o fácie xisto verde superior, e posteriormente sofreu retromorfose até o fácie xisto verde inferior.
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