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Em seção delgada, observa-se uma rocha granítica a 2 micas (leucogranito), possivelmente um pulso magmático tardio. A textura geral é equigranular fina, e em lâmina observa-se uma discreta orientação das fases máficas (foliação), possivelmente magmática.
Os félsicos perfazem 95% do volume modal, e são constituídos por: k-feldspato (40%), plagioclásio (30%) e quartzo (25%) o k-feldspato é microclina, e apresenta-se bastante alterado (argilizado), com porções internas relinquiares de plagioclásio.
O plagioclásio também ocorre bastante alterado, exibindo argiização e muscovitização. O quartzo ocorre relativamente límpido, com extinção ondulante.
Os minerais máficos representam apenas 05% do volume modal da rocha, e são constituídos por: biotita (1%), opacos (1%), alanita (0,5%) e, em proporções acessórias, epidoto (0,2%), titanita (0,2%) e zircão (0,1%).
O mineral muscovita é contabilizado junto com as fases máficas, por tradição, embora não seja máfico.
As fases máficas são reliquiares nesta rocha, e desenham uma foliação incipiente. Ocorrem em geral fragmentadas e alteradas. A biotita contém raras inclusões de zircão submilimétrico onde estes ocorrem, estão circundados por halos pleocróicos. Também no contato da alanita com a biotita ocorrem halos pleocróicos.
A alanita está zonada, indicando que se formou por processos de cristalização fracionada.
A titanita apresenta-se fragmentada, contém inclusões de alanita. Mostra-se subédrica, com bordas corroídas.
O anfibólio é hornblenda, e também ocorre bastante fragmentado, e algumas vezes alterado para minerais secundários.
Projetando-se os dados "QAP" recalculados para 100%, obteve-se um monzogranito.
A muscovita, que ocorre em proporções acessórias (~1%), é secundária, e deriva principalmente da alteração do plagioclásio.
Do mesmo modo o epidoto, é secundário e origina-se da alteração do plagioclásio.
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