| notas |
Rocha cinza esverdeada, muito porosa, com alguns buracos devidos à lixiviação de minerais. Não efervesce ao HCl e exibe pouquíssimos grãos de magnetita. No campo foi descrita como rocha ultramáfica acamadada com densidade elevada. Todos minerais estão intensamente fraturados e as fraturas preenchidas por talco e ou serpentina. Apesar do fraturamento, muitos exibem clivagens e outros não. As cores de interferência podem ser de primeira ordem inferior ou de segunda ordem. Pelas clivagens pode-se perceber que são ortopiroxênios, olivina e anfibolio (fotos 1 e 2 DB252B). Alguns anfibólios exibem a típica clivagem basal e relevo menor que o ortopiroxênio (56o-124o) – (foto 3 DB252B). Não mostram qualquer pleocroismo, mas têm cores de interferência de segunda ordem e são tipicamente metamórficos e são cumingtonitas. O talco e a serpentina ocorrem lado a lado preenchendo espaços (foto 4 DB252B). O ortopiroxênio é a enstatita. A olivina ocorre totalmente fragmentada com os fragmentos arredondados envolvidos por serpentina (foto 5 DB252B). Muito localmente foi observado um mineral incolor de relelvo alto e cor de interferência branca de primeira ordem. Pode também ser olivina (foto 6 DB252B). Um mineral de relevo muito alto, cor castanha escura e praticamente isotrópico foi interpretado como espinélio ou picotita (foto 7 DB252B). Observam-se raros aglomerados de opacos. Trata-se de uma rocha ultramáfica metamórfica ou metaultramáfica hidrotermalizada. Pela composição, apesar das transformações metamórficas e hidrotermais pode ter sido um olivina ortopiroxenito.
|