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Rocha de granulação fina a média, textura holocristalina intersticial a subofítica constituída essencialmente de feldspatos plagioclásio subédricos a euédricos, um pouco turvos e parcialmente sericitizados, clinopiroxênios bastante alterados em epidoto e serpentina, opacos que, pela forma, se identificam como ilmenita e rutilo ou perovskita em, relativamente, grande quantidade (foto 1 LR184). Além desses minerais a rocha exibe algum quartzo intersticial (vide foto 1) e alguns minerais castanho escuro que lembram rutilo ou perovskita (foto 2 LR184). Parte dos piroxênios está transformada em anfibólios com pleocroismo verde claro e cor de interferência castanha. Algumas zonas claras de baixo relevo e baixas cores de interferência, pseudomorfas de clinopiroxênio, parecem serpentina. Cabe lembrar que o mineral que foi interpretado como rutilo é relativamente abundante e que, em parte, lembra perovskita, mas a perovskita é um mineral de alta pressão e associado a kimberlitos e lamproitos, mas também pode ocorrer em melilita basaltos e peridotitos (foto 3 LR184). A grande quantidade deste mineral e as formas sugerem perovskita. O quartzo exibe golfos de corrosão e está associado a cloritas (foto 4 LR184). Esta rocha parece ter sido afetada por processos hidrotermais. Pelo diagrama QAP a rocha é um gabro com IC=38 ou perovskita/rutilo-clinopiroxênio gabro.
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