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ROCHA: Monzogranito - Em seção delgada tem-se uma textura granular hipidiomórfica, constituída por feldspatos potássicos e plagioclásios (albita e oligoclásio) e por quartzo, hornblenda e biotita (Bt 1). Biotita é de origem primária (Bt 1) e secundária (Bt 2). Como minerais acessórios tem-se Opaco (titanomagnetita), titanita, apatita, zircão e monazita. Epídoto e clorita são de origem secundária. Os cristais de feldspatos potássicos são hipidiomórficos, com de faces piramidal e quadrados, geralmente micropertíticos e mesopertíticos, pertíticos e com maclas em xadrez do microclínio. Em alguns cristais tem-se zoneamento com desenvolvimento de linhas de crescimento de forma trigonal (KE-105-17aLP-OB2,5). É comum ao longo dessas linhas de crescimento inclusões pequenas de plagioclásio hidrotermalizado e até mesmo de quartzo e biotita. Ao longo de alguns dos cristais com maclas em xadrez tem-se continuação óptica de albita com geminação típica polissintética. Tem-se textura anti-rapakivi (Fotomicrografia KE-105-9aLP-BO10 e KE-105-9aLP-BO2,5) com pertitas bordejando um cristal de plagioclásio. Alguns dos cristais de pertita exibem nas bordas um pouco de recristalização em subgrãos. Contêm alguns dos cristais pertíticos inclusões de plagioclásio hidrotermalizado e quartzo globular. Os cristais de plagioclásio (albita-oligoclásio) são hipi a xenomórficos, raramente geminados segundo a Lei da Albita e Albita-Carlsbad. Quando hipidiomórficos (quadrados) contém traços de microclina (anti-pertíticos - Fotomicrografia KE-105-14aLP-OB10) ao longo da geminação. Alteram-se levemente para argilominerais e sericita. Alguns dos cristais de albita intercrescem com quartzo, nas bordas dos cristais de feldspato potássico, e formam finas mirmequitas. O quartzo encontra-se em cristais anédricos e intersticiais, com leve extinção ondulante. Em alguns locais são policristalinos em outros se recristalizam um pouco em subgrãos. A hornblenda ocorre em cristais prismáticos, pseudohexagonais, com geminação em dois planos e de pleocroísmo verde-escuro, contendo inclusões diminutas de apatita e opaco e com alteração ao longo dos planos para biotita (Bt 2). Associa-se comumente a biotita primária (Bt 1) e ao opaco (titanomagnetita) e a titanita. Localmente intercresce com quartzo de forma vermicular. A biotita primária (Bt 1) encontra-se em pequenos cristais tabulares e lamelares agregados, com pleocroísmo castanho-claro e pardo-escuro, associada a hornblenda e ao opaco e titanita. Altera-se insignificantemente para clorita. Contêm inclusões de opaco e raramente de apatita e zircão. A biotita secundária (Bt 2 - Fotomicrografia KE-105-4aLN-OB10) é pardo-esverdeada, com inclusões diminutas de opaco e grãos de titanita e apatita. Contribuí para formação de titanita e epídoto. Os cristais de opaco (titanomagnetita) são variam de euédricos a subédricos, associados e inclusos à biotita e hornblenda. A titanita está presente em médios cristais subédricos, com restos de opaco e por vezes geminados em dois indivíduos. Epídoto ocorre em pequenos cristais anédricos, formados a partir da biotita e da hornblenda. Apatita encontra-se em pequeníssimos cristais anédricos e subédricos (hexagonais), inclusos geralmente em hornblenda. Monazita ocorre localmente em um cristal euédrico, associado à biotita.
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