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Em seção delgada, a amostra é bem representada pelos cristais de hornblenda (55%) que ocorrem com sua coloração esverdeada típica, são cristais geralmente xeno-hipidioblásticos. Em algumas porções isoladas da seção a hornblenda denota uma orientação mineral incipiente. A mineralogia que ocorre associada à hornblenda é composta principalmente por cristais de titanita (05%) geralmente ocorrendo em cristais xenoblásticos, possuem cor marrom e podem apresentar contato curvilíneo com a hornblenda. A presença dos cristais de biotita (traço) ficou restrita apenas como mineral secundário proveniente da hornblenda, ocorrendo sob a forma de cristais que bordejam as faces externas.
A mineralogia félsica é constituída principalmente por cristais de K-feldspato (13%) que são xeno-hipidioblásticos exibindo geminação albita vs. periclina no padrão xadrez, por vezes também exibindo pertitas. Os cristais de plagioclásio (15%) são raros, sendo mais comum encontrar cristais xenoblásticos com níveis de moderados até avançados de saussuritização, quando possível, reconhece-se a geminação polissintética. Os cristais de quartzo (12%) são sempre incolores e xenoblásticos, às vezes formando micro-agregados composto por 5 ou 6 grãos.
A mineralogia acessória é composta por cristais idioblásticos de allanita (traço) com cor laranja, apresentando-se em pequenos cristais e com cristais que evidenciam zonação de crescimento, e por cristais de apatita (traço) que são cristais muito frequentes, mas bem pequenos e são tipicamente incolores e idioblásticos.
PARAGÊNESES MINERAIS
1 - Apatita + allanita
2 - Hornblenda + titanita
3 - Hornblenda + biotita
4 - Quartzo + K-feldspato + plagioclásio
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