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Em lâmina a textura é granoblástica de granulometria fina a média, inequigranular, com raros cristais de feldspatos da ordem de 2,0 mm de tamanho (no geral são aproximadamente 1,0 mm). Observa-se uma foliação penetrativa definida principalmente pelos cristais lamelares de biotita e estiramento de cristais de quartzo. Há um moderado grau de alteração secundária refletido principalmente nos feldspatos. O K-feldspato ocorre em cristais xeno-hipidiomórficos de típicas microclinas (presença da textura em
grade de suas maclas), apresentando extinção ondulante e textura pertítica. O plagioclásio ocorre principalmente como pequenos cristais ( 1,0 mm) idio-hipidiomórficos, com maclas polissintéticas bem definidas e moderadamente alterados (saussuritização e/ou mica branca), com alguns cristais chegando a 2,0 mm de tamanho. O quartzo ocorre principalmente como cristais xenomórficos, límpidos, com extinção ondulante e/ou textura de subgrãos, alguns estirados na foliação. O máfico dominante é a biotita em cristais lamelares xeno-hipidiomórficos de coloração amarelada, ou marrom-avermelhada quando em seções
basais, comumente com alteração/desestabilização para clorita. O anfibólio ocorre como cristais hipidiomórficos de hornblenda de coloração verde e com pleocroísmo em tons de verde escuro a azulado, alguns em seções basais com as duas clivagens a 90graus. A titanita aparece em cristais idio-hipidiomórficos de coloração creme, alguns com cores fortes de birrefringência, e no geral fraturados. Epidoto ocorre como pequenos cristais fracamente coloridos, com cores fortes de birrefringência
e sempre inclusos na biotita. A allanita ocorre como pequenos cristais no geral idiomórficos de cor alaranjada/amarelada, via de regra inclusos na biotita. Têm-se ainda alguns cristais maiores de allanita (da ordem de 2,0 mm), de cor alaranjada, zonados e alterados. Os minerais opacos ocorrem em pequenos cristais idio-hipidiomórficos (< 1,0 mm), em seções quadráticas e/ou hexagonais, sugerindo serem
magnetitas.
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