| notas |
É composta essencialmente por hornblenda (83%) e quartzo (15%), exibindo como acessórios a calcita (1%), epidoto (<1%), minerais opacos (<1%), biotita
(<1%) e hidróxido ferro (<1%). A estrutura é fortemente orientada com expressiva foliação com feição xistosa, denotada pelos agregados ripiformes e até aciculares
de hornblenda (foto FL 378). Esta localmente recristaliza-se ao acaso pós-xistosidade. O quartzo também se apresenta como agregados ou exudados intensamente
alinhados seguindo esta foliação. A calcita xenoblástica em geral forma agregados lenticulares, também seguindo aquela foliação e seu crescimento se dá
invariavelmente substituindo a hornblenda. O epidoto xenoblástico ocorre isolado ou associando-se aos níveis preferencias calcíticos, também consumindo a
hornblenda (foto FL 378). A presença de plagioclásio é duvidosa, uma vez que não encontramos grãos geminados ou alterados/saussuritizados. Os minerais opacos
xenomórficos se cristalizam consumindo as hornblendas e localmente a biotita. A presença local de hidróxido de ferro preenchendo os interstícios e microfissuras é decorrente da alteração dos minerais opacos. A textura é nematoblástica fluxosa com granulometria fina, onde maiores cristais da rocha são de hornblenda, não ultrapassando (<1,0 mm). O metamorfismo atingiu a fácies anfibolito (Hb + andesina?? + quartzo), sendo submetida a retromorfose para a fácies xisto verde em decorrência da infiltração de H²O e CO² alterando as hornblendas neocristalizando epidotos e calcitas (foto FL 378).
|