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Em seção delgada observa-se uma rocha metagranitóide, protomilonítica, augen-porfiroclástica, metamorfizada em fácies anfibolito (grau médio a alto). Os porfiroclastos tem formas de olhos ("augen"), tamanhos centimétricos, são cristais de K-Feldspatos do tipo microclina, ocorrendo porfiroclastos assimétricos tipo sigma e tipo delta, os quais definem uma cinemática tipo dextral. Tambem se observa, em termos estuturais, nesta rocha, estruturas S-C e estruturas C` (colaboração de Helton Torres, geólogo). O protólito deste protomilonito era um granito cálcio-alcalino de alto K, possivelmente um sieno a monzogranito porfirítico grosso, com fenocristais euédricos, centimétricos, de K-Feldspatos (microclina) e contendo biotita+anfibólio+titanita+opacos(características de granitos tipo i). Com a deformação sofrida pela rocha, uma porção dos félsicos (K-Feldspatos +plagioclásio+ quartzo) é cominuída pelo cisalhamento, resultando numa matriz milonítica, que constitui 5-19% da rocha e é indiferenciada (ou seja, não se pode saber qual mineral é qual, pois a granulação é ultra fina, ou mesmo foi esmagada, pulverizada), ao passo que os pórfiros tornam-se porfiroclastos, ou seja, fenocristais deformados. Além disto os máficos originais também sofreram cisalhamento, resultado que os cristais de anfibólio verde (originalmente prismáticos) ocorrem com formas sigmoidais, enquanto as biotitas sofreram estiramento e constituem uma matriz filonítica, a qual se alterna com os porfiroclastos félsicos e máficos, com a matriz milonítica, e com faixas estiradas puramente quartzosas, recristalizadas. As faixas cristalinas puramente quartzosas, estiradas, exibem variadas feições de deformação,: formas anedrais, irregulares a alongadas; migração dos limites dos grãos; contatos intragranulares, suturados/ imbricados. Extinção óptica ondulante e em bandas; individualização óptica dos subgrãos, etc. Ocorrem em várias gerações, distinguíveis pelo tamanho variável de granulação. Os porfiroclastos feldspáticos mostram, em variados graus, presença de sericitização e/ou saussuritização (alteração para epidoto+calcita), as quais formam uma película superficial de alteração, ou as vezes preenchem fraturas nos minerais porfiroclasticos. Os porfiroclastos máficos são de anfibólio (hornblenda, mas a composição exata é definida apenas por química mineral, existe a série da hornblenda, que é uma solução sólida contínua que abrange uma dezena de anfibólios). Os quais exibem algumas características preservadas dos cristais originais, como formas subédricas prismáticas (ainda que deformadas), geminação simples, linhas de clivagem, etc.
Os opacos exibem-se de modo geral estirados, deformados, algumas vezes inclusos nos porfiroclastos de anfibólio, ou preenchendo fraturas nos mesmos, e quando livres (não-inclusos em fases minerais maiores), acompanham espacialmente os demais máficos (biotitas estiradas, filoníticas) bem como os acessórios (titanita, alanita, apatita, zircão). Estes últimos são, em forma geral, euédricos (mantém a forma original preservada) e micrométricos a submilimétricos. Por fim, temos secundários (sericita, calcita, epidoto) em geral derivados sa alteração dos feldspatos.
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