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Em seção delgada, observa-se uma rocha metamórfica metassedimentar, metapelítica, foliada, xistosa, predominantemente lepidoblástica e subordinadamente granoblástica, de granulação fina a muito fina(submilimétrica).
Em termos metamórficos ultilizando a classificação para metapelitos proposta por Barrow (1983), o mica xisto classica-se como um muscovita biotita xisto, na zona da biotita (equivalente a fácie xisto verde, baixa temperatura).
Na rocha alternam-se leitos ou camadas submilimétricas de quartzo (xenoblástico, granoblástico, alongado segundo a direção da foliação xitosa) e de micas (lamelares, orientadas, seguindo a foliação xistosa, lepidoblástica) principalmente muscovitas (incolores), em torno de 40% do volume modal. Biotita (05%) + clorita (02%) ocorrem em proporção muito menor, não justificando considerar a rocha como um muscovita biotita xisto, e sim como um muscovita xisto, com biotita e clorita.
Os feldspatos representam <20% da rocha, que portanto é xisto e não paragnáisse, e são plagioclásios extremamente alterados, saussuritizados (cobertos por uma película de calcita + epidoto secundários, finalmente granulados), granoblásticos subidioblásticos, submilimétricos até 1-2mm (granulação fina)
Os minerais opacos ocupam 03% da moda, exibem-se impregnando as micas, xenoblásticos, contendo numerosas inclusões micrométricas de quartzo, micas e acessórios, orientados segundo a foliação xistosa, submilimétricos até 1-2mm.
Os minerais acessórios (turmalina, apatita, zircão e os secundários).
São de tamanhos micrométricos e estão orientados segundo a foliação xistosa.
As micas de modo geral exibem microdobras e encurvamento das linhas internas de clivagem, sugerindo ambiente compressional, com deformação mediana.
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