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CARACTERÍSTICAS MESOSCÓPICAS
A amostra coloração vermelhada acastanhada, arroxeada, localmente amarelada.
Está bastante intemperizada. A granulometria varia de grossa a média, localmente muito
grossa. Grãos mal selecionados a moderadamente selecionados, subangulosos a
subarredondados na classificação de Wentworth (1922). Cimento ferruginoso.
Composição mineralógica: quartzo (hialino, em parte esbranquiçado e alaranjado devido
à impregnação do cimento), limonita? (avermelhada, alaranjada), hematita (roxa,
acastanhada, iridescente). Apresenta textura superficial dos grãos polidos e não foi
constatado orientação. Apresenta porosidade em canal.
CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS
Microscopicamente a rocha apresenta granulometria de areia grossa a média,
localmente fina, e alguns grãos na fração areia muito grossa. Em sua morfometria notase
grãos subangulosos a subarredondados. Não foi observada orientação preferencial
dos grãos. O empacotamento é do tipo normal, na classificação de Kahn (1956),
predominando contatos pontuais e retos, comuns contatos flutuantes e raros contatos
côncavo-convexos entre os grãos do arcabouço. A maturidade mineral é supermatura
devido à composição do arcabouço que em sua totalidade é constituída por quartzo.
A maturidade textural é submatura, pois a amostra não apresenta matriz e é
pobremente a moderadamente selecionada. A composição mineralógica do arcabouço é
totalizada por 100% de quartzo, observando-se ainda traços de turmalina, apatita e
zircão. O quartzo (100%) é a principal fase detrítica da rocha. Apresenta-se em suas
formas tanto policristalina como monocristalina, com extinção ondulante. Nota-se
também o preenchimento do espaço intragranular do quartzo policristalino pelo cimento
ferruginoso. A turmalina (traço) apresenta hábito prismático, cor verde, birrefrigência
média, sendo observada ainda com algumas fraturas. O zircão (traço) e a apatita (traço)
ocorrem inclusos no quartzo. Não foi constatada a presença de matriz na rocha. O
cimento é composto por minerais de composição ferruginosa (opacos). Não sendo
possível a identificação dos mesmos em lâmina delgada. Nota-se uma variação de cor
mais escura e mais clara em função do modo de ocorrência, quando se tem
preenchimento de fraturas e proximidade à porosidade nota-se um tom
amarelado/alaranjado. Estes minerais ocorrem preenchendo espaços intergranulares
ocupando cerca de 30% da composição da rocha. Observa-se ainda a ocorrência de
nódulos ferríferos, bem como concreções.
EVOLUÇÃO DIAGENÉTICA
A evolução diagenética da rocha foi controlada condições do ambiente
deposicional, em função de um regime hidrológico, e pela composição mineral do
arcabouço, onde a alteração dos minerais ferro-magnesianos, ocasionaram a
precipitação de óxidos e hidróxidos de ferro. A principal fase diagenética relaciona-se
ao estágio eo-diagenético da classificação de Choquette & Pray (1970).
CLASSIFICAÇÃO DA ROCHA
Dados de análise modal no diagrama de McBride (1963) classificam a rocha
como um Quartzoarenito.
Classe: Sedimentar
Rocha: Quartzoarenito grosso submaturo ferruginoso.
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