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Em seção delgada, observa-se uma rocha metamórfica, foliada, bandada, gnáissica, alternando bandas félsicas e máficas, ambas de granulação fina, submilimétrica até 1-2mm.
As bandas félsicas são quartzo-feldspáticas, granoblásticas; e associadas a minerais acessórios máficos (titanita, alanita, biotita, opacos, etc...). Os minerais félsicos exibem a seguinte proporção modal: quartzo (60%), plagioclásio (10%), k-feldspato tipo microclina (10%), e mostram -se xenoblásticos, granoblásticos alongados na direção da foliação/bandamento gnáissico, distinguem-se entre si o quartzo pelo aspecto límpido e extinção óptica ondulante, e os feldspatos pelas respectivas geminações características, polissintética no caso dos plagioclásios e cruzada no caso dos k-feldspatos tipo microclina. Por vezes o quartzo exibe granulação maior, como microveios tardios, que se introduziram aproveitando os planos de fraqueza proporcionados pelos planos de foliação, a granulação geral dos minerais das bandas félsicas é homogênea, submilimétrica. Já os minerais de quartzo alongados por vezes atingem 2-3mm.
Os minerais máficos exibem a seguinte proporção modal: anfibólio (8%), piroxênio (8%), acessórios (4%) = titanitas, alanitas, opacos, biotita, zircão. Os anfibólios são verde claros a verde escuros, possivelmente da série dos anfibólios cálcicos, genericamente chamados hornblendas, embora a exata classificação mineralógica só seja possível com diagramas classificatórios apropriados para anfibólios (os diagramas de Leake, 1997); os piroxênios são clinopiroxênios da série diopsídio-hedenbergita, verdes claros a verde escuros (mais uma vez ressaltamos que a exata classificação só é possível com diagramas classificatórios apropriados para piroxênios, os diagrmas de Morimôto, 1978). Em ambos os casos é necessário fazer análises de química mineral e projeta-las nos diagramas apropriados.
Os clinopiroxênios estão transformando-se em anfibólios e os anfibólios estão transformando-se em biotitas, evidenciando processos de retrometamorfismo atuantes nas bandas máficas.
É comum observarmos nesta lâmina os dois minerais (clinopiroxênio e clinoanfibólio) adjacentes, e também associados a titanitas, apatitas, opacos, alanitas, biotita, zircão. Trata-se de um piroxênio anfibólio paragnaisse, ou gnaisse metavulcanossedimentar, próprio de sequências supracrustais.
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