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A secção exibe uma rocha caracterizada pela presença maciça de estruturas simplectíticas de descompressão, caracterizada pelos intercrescimento de anfibólio-plagioclásio, plagioclásio - clinopiroxenio, a partir de desestabilização de granada e piroxênio. Cristais de quartzo presentes parecem não ter conotação genética com os demais minerais.
Mineralogia: Granada 35%, piroxênio 30%, Anfibólio 20% e Plagioclásio 10%. Quartzo 5%. Rutilo e minerais opacos ocorrem em quantidades traços.
Clinopiroxênios também se apresentam constituindo os simplectitos. Eles são levemente amarronzados à luz natural, com cor de interferência alta em luz polarizada (azul, rosa e amarelo) e clivagem característica.
Anfibólios são marrons-esverdeados com leve pleocroismo nesses tons. Outro tipo de textura de descompressão são coronas de plagioclásios envoltos em cristais de granada.
Os cristais de pagioclásio são anedrais, alguns deles não geminados, límpidos e quase sempre vermiformes. Podem ocorrer formando um anel em torno da granada. As bordas, nesse caso, são finas e isolam a granada do ambiente.
Cristais de granada são grandes arredondados, são róseo amareladas,poiquilíticos e contem inclusões que não foram identificadas. Em nenhum dos cristais foi observada a presença de quartzo como inlusões.
Os cristais de quartzo são límpidos e cortam os contatos de outros minerais sugerindo que eles não têm nenhuma participação no processo de formação dos simplectitos.
Rutilo em cristais isolados e/o em aglomerados estão preentes em quantidades rlativamente grandes. São cristais anedrais, marrons e mostram halos pleocróicos.
Observações
Texturas de descompressão com assembléias minerais características [Grt + Cpx + Amp + Qtz] são indícios de que estas rochas foram submetidas a pressões próximas a 12kbar de pressão. As relações texturais sugerem que essas rochas foram submetidas a alta pressão e posteriormente descomprimidas. É necessário que se faça uma avaliação em microssonda eletrônica pra confirmar que estes minerias restíticos são de alta pressão, por exemplo, para definir o teor da moléccula de Piropo nas granadas. Se de alto teor então podemos concluir que se tratam de retroeclogitos. Com relação ao protólito destas rochas são necessários ainda estudos geoquímicos mais específicos para comprovar se estes são derivados de basaltos oceânicos ou apenas anfibolitos normais sedimentares. Mesmo que não sejam basaltos ou gabros metamorfisados, isso não invalida a hipótese de que estas rochas sejam retroeclogitos.
Também é interessante notar que os cristais de granada não participam da formação de smplectitos, feição esta parecendo estar restrita aos piroxênios.
Considerando essa hipótese, as paragêneses de alto grau metamórfico forma então desestabilizadas devido ao alívio de pressão e são atualmente preservadas nessas rochas apenas na forma de inclusões principalmente em granadas, ou nas texturas simplectiticas, dando lugar a minerais hidratados como hornblenda.
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